sábado, 6 de fevereiro de 2016

mosquito aedes aegypti- A maior arma contra ele é a conscientização

     Fotos: José Anatalício
Mesmo neste pequeno orifício, a fêmea do mosquito entra nesta caixa aberta, (o morador pensa que está fechada) põe os ovos, daí nascem centenas de novos mosquitos.


Exemplos de depósitos abertos que potencialmente são criadouros do mosquito Aedes Aegypti.


Todo mundo já ouviu falar sobre a dengue, já sabe dos estragos que ela causa a saúde e sabe até  como combatê-la. E por que esta doença ainda continua fazendo muitas vítimas?

A resposta é muito simples: as pessoas deixam o inimigo morar em suas casas.É muito comum ao brasileiro achar que o poder público é quem deve fazer tudo. Evidentemente que o poder público tem a grande responsabilidade de cuidar da saúde população.

Fazer campanhas educativas, produzir e distribuir remédios e equipamentos (comprar quando não for possível produzir no Brasil), investir em pesquisas científicas, contratar servidores para atender as demandas da população em todas as cidades, isto é sim, função e responsabilidade do poder público, tanto no âmbito municipal, estadual e federal.

Cuidar da saúde individual, é tarefa exclusiva de cada cidadão, em relação a dengue, grande parte da população brasileira não faz a sua parte, que é não deixar o mosquito Aedes Aegypti, morar em suas casas.

Pela minha experiência de ter trabalhado no Programa de Combate a Dengue na Prefeitura de Mossoró-RN, muitos moradores ficam esperando que de dois em dois meses os Agente de Endemias passem em suas casas e coloquem o larvicida em depósitos de água abertos( muitos chamam até veneno ou produto), quando eles mesmos podiam e deviam eliminar os criadouros, ou na impossibilidade de eliminação total, cuidar para que o mosquito não se prolifere em suas residências.

A falta de conscientização no combate à dengue não é exclusividade de Mossoró, mas em todo o Brasil. Felizmente em algumas cidades brasileiras, as prefeituras municipais, através do Depto de Vigilância Sanitária, compostas por gestores éticos, competentes e responsáveis estão dando respostas satisfatórias para esta situação. Dengue é uma doença controlável, quando se combate com eficiência.

Enquanto a população não se conscientizar que é a protagonista no combate a dengue e o poder publico não mudar suas estratégias, que há mais de quarenta anos não vem dando certo, o mosquito Aedes Aegypti vai continuar nos vencendo, e morando dentro das nossas casas.



José Anatalício
Servidor Público Municipal

Criador do Projeto Impacto Dengue

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