quarta-feira, 23 de setembro de 2020

O combate ao mosquito Aedes Aegypti continua

 


O CARRO DO FUMACÊ VOLTA A CIRCULAR EM MOSSORÓ.

 

O Departamento de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Mossoró preocupado em combater o mosquito Aedes Aegypti que NÃO SAIU DE FÉRIAS com a pandemia do Cororavírus, mas continua causando a dengue, febre chikungúnya e zica vírus, voltou desde o dia 21 deste mês e vai até o dia 15 de outubro  circular com o Carro Fumacê em vários bairros da cidade.

 

Os primeiros bairros visitados foram: Dom Jaime Câmara,  Alto de São Manoel e Planalto 13 de Maio.

 

Hoje-Dia 23/09-quarta-feira:

Planalto 13 de Maio- Turno Matutino.

Alto do Sumaré- Turnos Matutino e Vespertino.   

Costa e Silva – Turno Vespertino.

Rincão – Turno Vespertino.

Ilha de Santa Luzia –Turno Matutino.

 

Amanhã- Dia 24/09- quinta-feira:

Costa e Silva – Turno Vespertino.

Rincão –Turnos Matutino e Vespertino.

Paredões – Turno Vespertino.

Centro - Turno Vespertino.

Bom Jardim - Turno Vespertino.

Barrocas - Turno Vespertino.

 

Dia 25/09-sexta-feira:

Rincão - Turno Matutino.

Doze Anos - Turno Matutino.

Centro - Turno Matutino.

Bom Jardim - Turno Matutino.

Barrocas  - Turno Matutino.

 

Dia 26/09-sábado:

Dom Jaime Câmara - Turno Vespertino

Alto de São Manoel - Turno Vespertino

Planalto 13 de Maio - Turno Vespertino

 

Dia 27/09-domingo:

Dom Jaime Câmara - Turno Matutino.

Alto de São Manoel –Turno Matutino

Planalto 13 de Maio – Turnos Matutino e Vespertino

Alto do Sumaré -  Turno Vespertino

Bom Jesus/Alagados – Turno Vespertino

 

 

Para que este trabalho do Carro Fumacê seja mais eficaz, cada morador deve abrir as janelas para que a fumaça adentre com mais facilidade em suas casas. No momento em que este carro estiver bem próximo da residência, o morador deve espantar os mosquitos, batendo nos objetos que geralmente ele gosta de repousar: por trás de sofá, por trás de guarda-roupas, por trás de estantes, debaixo de camas, debaixo de mesas e cadeiras, em todos os móveis, fogão sem uso constante, e principalmente pneus nos quintais, etc. Fazendo isto, o mosquito começará a voar dentro de casa, e se chocando com o inseticida jogado no ar pelo Carro Fumacê eles morrerão.

 

Convêm ressaltar que o inseticida que o Carro Fumacê espalha só tem efeito para os mosquitos que já são adultos, ou seja, estão voando dentro das residências ou em locais próximos, por isso é chamado de adulticida,  e NÃO FAZ NENHUM EFEITO NAS LARVAS OU PUPAS que estão se formando dentro de depósitos abertos com água parada.

 

Por isso, cada morador deve fazer a sua parte, vedar bem os depósitos que reservam água, ou na impossibilidade de vedá-los, trocar a água pelo menos uma vez por semana.

 

Este mosquito Aedes Aegypti já venceu vários larvicidas que foram usados para combatê-lo, e continua vencendo o atual, até o momento, a ÚNICA forma de vencê-lo é usando a conscientização.

 

A ONG ACPT- Associação Cidadania Para Todos está do lado da Vigilância Sanitária de Mossoró nesta luta que só será vencida se contarmos com a participação responsável de todos os cidadãos.




quarta-feira, 19 de agosto de 2020

combate à dengue dever ser por todos e todos dias

 Combate ao Aedes Aegypti: prevenção e controle da Dengue, Chikungunya e Zika

    Combate ao Aedes Aegypti - #CombataOMosquito

    Combate ao Aedes Aegypti: dengue, zika, febre amarela e chikungunya

    O Ministério da Saúde convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, com a mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré, o Aedes Aegypti.

    O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças. No entanto, a recomendação é não descuidar nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos em qualquer época do ano.

    Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Essa é a única forma de prevenção. Faça a sua parte. #CombateAedes

    DENUNCIE FOCOS DO MOSQUITO AEDES AEGYPTI:  Quando o foco do mosquito Aedes Aegypti é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores ou pela população, como em terrenos baldios ou lixos acumulados na rua, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada para remover os possíveis focos/criadouros. Faça sua parte!

    Informes Arboviroses

    Dicas para combater o Aedes Aegypti

    Repelentes e inseticidas

    Organizando mutirão para combater o Aedes Aegypti

    Como cuidar de casas e apartamentos no combate ao aedes aegypti?

    Aprenda a limpar os reservatórios de água

    AGORA É LEI: Os agentes de combate a endemias que trabalham no combate ao Aedes Aegypti podem realizar entrada forçada em imóveis públicos e particulares abandonados ou com ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local ou no caso de recusa de acesso.

    Leia também: 9 curiosidades que você precisa saber sobre o Aedes aegypti

    Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias. Volume 1: Arboviroses Transmitidas pelo Aedes aegypti

    Sala Nacional de Coordenação e Controle

    Ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti

    As principais ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti e eliminação das arboviroses, como zika, dengue e chikumgunya, acontecem por diversas formas. A principal dela é atuação consciente e permanente da população.

    No âmbito do Ministério da Saúde, existem:

    • Programas permanentes de prevenção e combate ao mosquito;
    • desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização das pessoas;
    • fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para ampliar a capacidade de predição e de detecção precoce de surtos da doença;
    • melhoria da qualidade do trabalho de campo de combate ao vetor (mosquito Aedes Aegypti);
    • integração das ações de controle da dengue na atenção básica, com a mobilização dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programas de Saúde da Família (PSF);
    • utilização de instrumentos legais que facilitem o trabalho do poder público na eliminação de criadouros em imóveis comerciais, casas abandonadas ou fechadas, terrenos baldios;
    • atuação em vários setores, por meio do fomento à destinação adequada de resíduos sólidos e a utilização de recursos seguros para armazenagem de água;
    • desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, estados e municípios.
    ATENÇÃOI: Como toda infecção, as doenças provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti (zika, dengue, febre amarela e chikungunya) podem levar ao desenvolvimento síndrome de Guilliain-Barre encefalite e outras complicações neurológicas. Especialmente as regiões com epidemias por Zika Vírus, têm aumento substancial de internações de pacientes com a Guillain-Barré.

    O que a população deve fazer para combater o mosquito Aedes Aegypti?

    A principal ação que a população tem é se informar, conscientizar e evitar água parada em qualquer local em que ela possa se acumular, em qualquer época do ano.

    As principais medidas de prevenção e combate ao Aedes Aegypti são:

    • Manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água;
    • Lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água;
    • Manter caixas d’agua bem fechadas;
    • Remover galhos e folhas de calhas;
    • Não deixar água acumulada sobre a laje;
    • Encher pratinhos de vasos com areia ate a borda ou lavá-los uma vez por semana;
    • Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;
    • Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;
    • Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;
    • Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;
    • Acondicionar pneus em locais cobertos;
    • Fazer sempre manutenção de piscinas;
    • Tampar ralos;
    • Colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento;
    • Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;
    • Vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados semanalmente;
    • Limpar sempre a bandeja do ar condicionado;
    • Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água;
    • Catar sacos plásticos e lixo do quintal.

    Cuidados na gestação devem ser diáros - contra o mosquito Aedes Aegypti

    Cuidados com a saúde devem ser diários. No período da gravidez, essa atenção com a saúde deve ser redobrada, principalmente em relação ao mosquito da dengue (aegypti) e as doenças que ele pode transmitir (dengue, febre amarela, zika e chikungunya).

    • a gestante deve ser acompanhada em consultas de pré-natal;
    • realizar todos os exames recomendados pelo médico;
    • não consumir bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de droga;
    • não usar medicamentos sem orientação médica.

    Ultimamente, a preocupação com o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e também o vírus Zika, aumentou. O Ministério da Saúde está investigando o nascimento de bebês com microcefalia relacionada ao vírus Zika. Por isso, alguns cuidados, que já devem fazer parte da rotina da população, precisam ser aumentados:

    • Adoção de medidas que eliminem a presença de mosquitos transmissores de doenças e seus criadouros (retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água);
    • Proteção contra mosquitos, com portas e janelas fechadas ou teladas;
    • Uso de calça e camisa de manga comprida e com cores claras;
    • Denúncia de locais com focos do mosquito à prefeitura;
    • Mosquiteiros proporcionam boa proteção pra aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos);
    • Uso de repelentes indicados para gestantes.

    Repelentes

    Os repelentes de uso tópico, aplicado na pele, podem fazer parte dos cuidados contra dengue, chikungunya e Zika. A recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária ) é clara: não há qualquer impedimento para a utilização desses produtos por mulheres grávidas, desde que os repelentes estejam devidamente registrados na Agência. As recomendações de uso descritas no rótulo de cada produto devem ser seguidas à risca. Os produtos à base de DEET não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Entre 2 anos e 12 anos, a concentração máxima do produto deve ser de 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Alguns cuidados devem ser observados no uso:

    • Repelentes devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa;
    • A reaplicação deve ser realizada de acordo com indicação de cada fabricante;
    • Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação.
    • Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.

    Além do DEET, os princípios ativos mais recorrentes em repelentes no Brasil são utilizados em cosméticos: o Icaridin e o IR 3535, além de óleos essenciais, como Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, estes princípios são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme regulamentação do setor.

    Repelentes ambientais e inseticidas

    Repelentes Ambientais

    Inseticidas, usados para matar mosquitos adultos, e repelentes ambientais, usados para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas de aparelhos elétricos), também podem ser adotados no combate ao mosquito Aedes aegypti, desde que registrados na Anvisa e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos. Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa, até o momento. Portanto, todos os produtos anunciados como “naturais”, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela Agência e não possuem eficácia comprovada.

    Zika X Microcefalia

    O aumento de casos de microcefalia em bebês, relacionada ao vírus Zika, está preocupando as gestantes. O risco foi identificado nos primeiros três meses de gravidez. As investigações sobre o tema continuam para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante.

    Os casos de microcefalia reforçam ainda mais a importância dos cuidados para eliminação do mosquito da dengue (aedes aegypiti).

    Aleitamento materno

    Aleitamento MaternoComo não há evidência científica que demonstre a transmissão do vírus Zika pelo leite materno, o Ministério da Saúde recomenda que seja mantido o aleitamento materno contínuo até os dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses de vida. O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. Da mesma forma, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos da América, também recomenda a manutenção da amamentação nesta situação.

    Qual o ciclo do mosquito Aedes Aegypti?

    O ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. Os ovos são depositados em condições adequadas, ou seja, em lugares quentes e úmidos, preferencialmente depositados em lugares próximos a linha d’água, em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas dentro ou nas proximidades das casas, apartamentos, hotéis, ou em qualquer local com água limpa parada. Apesar disso, alguns estudos apontam focos do mosquito em água suja também.

    O macho alimenta-se de seivas de plantas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue humano para o amadurecimento dos ovos, que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência.

    Combate ao Aedes Aegypti: ciclo do mosquito

    O que é o mosquito Aedes Aegypti?

    Aedes aegypti é o nome científico de um mosquito ou pernilongo que transmite a dengue, febre amarela urbana, além da zika e da chikungunya, doenças chamadas de arboviroses. Possui uma característica que o diferencia dos demais mosquitos, que é a presença de listras brancas no tronco, cabeça e pernas.

    Aedes aegypti não é um mosquito nativo. Originário da África, já foi eliminado do Brasil na história do controle da dengue em 1955, retornando em 1976 por falhas de cobertura de ações do controle. Provavelmente teve sua reintrodução por meio de fronteiras e portos e alcança altas infestações em domicílios localizados em regiões com altas temperaturas e umidades, principalmente na época chuvosa e quente (verão), típica de países tropicais como o Brasil. 

    IMPORTANTÍSSIMO: A dificuldade do controle do mosquito no Brasil é a não uniformidade do cumprimento das diretrizes do programa de controle da dengue, zika e chikungunya em todos os municípios, além da incapacidade da vigilância epidemiológica e entomológica em eliminar todos os focos (criadouros) possíveis existentes em todas as regiões de todas as cidades brasileiras. Por isso, a participação social é fundamental. É necessário que cada um faça sua parte, eliminando todos os possíveis focos de proliferação do mosquito.

    Quais períodos do ano mais favoráveis para surtos de Aedes Aegypti?

    Os maiores casos e epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti ocorrem no período das chuvas, de outubro a março, em razão das condições ambientais estarem mais propícias ao desenvolvimento dos ovos. No entanto, é importante manter higiene e ter cuidado com todos os locais que podem acumular água parada em qualquer época do ano, pois os ovos são resistentes a dessecação e podem sobreviver no meio ambiente 450 dias, bastando pouca quantidade de agua como uma pequena poça para que haja a eclosão das larvas.

    Essa é a forma de prevenção mais efetiva e depende, principalmente, da população.

    O Aedes Aegypti pode sobreviver e transmitir doenças em qualquer época do ano?

    Sim, o mosquito sobrevive e pode transmitir arboviroses em qualquer época do ano. Porém, o aumento do número de casos ocorre nos meses mais quentes e chuvosos pela maior eclosão de larvas, maior disponibilidade de pequenas ou médias acumulações de água nos criadouros diversos e aumento do número de mosquitos adultos.

    Quais são as pessoas mais suscetíveis às doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti?

    A susceptibilidade aos arbovirus é universal. No entanto, fatores de risco individuais, tais como idade, etnia, presença de outra doenças na pessoa e infecção secundária podem determinar a gravidade da doença. Crianças mais novas, particularmente, podem ser menos capazes que adultos de combater os vírus e, consequentemente, têm maior risco e choque por dengue, principalmente. Grupos de pessoas que possuem piores condições socioeconômicas e que vivem em lugares com pior qualidade ambiental também podem ser mais susceptíveis devido a quantidade maior de criadouros para o desenvolvimento das larvas do mosquito, que acontece basicamente em locais onde se acumula água parada.

    Quais as regiões mais suscetíveis ao desenvolvimento do mosquito Aedes Aegypti?

    A distribuição do mosquito Aedes Aegypti é em toda faixa tropical do globo terrestre. Cidades bastante urbanizadas. Locais onde haja o crescimento urbano desordenado com maior número de imóveis ocupados por borracharias, depósitos de materiais de reciclagem, oficinas mecânicas, que possuem menor renda per-capita, que vivem em bairros com maior proporção de ruas sem pavimentação. Locais com maior quantidade de criadouros como piscinas, caixas d’agua parcialmente tampadas, lixos, garrafas, pneus e sucata a céu aberto.

    Quais são as doenças que o mosquito Aedes Aegypti pode transmitir?

    O mosquito Aedes aegypti é transmissor de algumas doenças, conhecidas como arbivorses. É importante ressaltar que somente os mosquitos infectados transmitem a doença.

    As principais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti são:

    • Febre Amarela: febre alta, mal estar, dores musculares, dor de cabeça e calafrios.
      Acesse a página temática de Febre Amarela

    • Dengue: febre alta súbita, dor de cabeça e dor no corpo e articulações, náuseas e vômitos, também podem haver manchas vermelhas no corpo e coceira.
      Acesse a página temática de Dengue

    • Zika: recente no Brasil e que tem provocado muita preocupação, principalmente nas gestantes, pelo fato de estar sendo associada às ocorrências de microcefalia em recém-nascidos.Sintomas: febre não muito alta, dor de cabeça, dor nas articulações, manchas vermelhas no corpo com coceira, vermelhidão nos olhos e cansaço, em algumas pessoas pode não ter nenhum sintoma.
      Acesse a página temática de Zika

    • Chikungunya: doença que ocorre junto com a dengue e cujos sintomas se confundem: febre alta súbita, dor de cabeça constante, manchas vermelhas no corpo com coceira intensa e dor forte nas articulações com inchaço.
      Acesse a página temática especializada de Chikungunya

    Telessaúde - Combate ao Aedes Aegypti

    Os agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e os militares têm um novo canal de informações para o combate ao Aedes aegypti: o telefone 0800 645 3308. O serviço oferece suporte para esclarecimento de dúvidas sobre identificação de focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika, além da mobilização da população para o enfrentamento ao vetor. Para médicos e enfermeiros da Atenção Básica, incluindo os participantes do Programa Mais Médicos, o atendimento é feito pelo 0800 644 6543, por meio do registro de identificação profissional e da Unidade Básica de Saúde que o profissional está vinculado. Neste número, são reforçadas as orientações sobre a utilização de serviços de saúde para o atendimento aos casos suspeitos e demais orientações para população sobre diagnóstico e tratamento das doenças causadas pelo mosquito e a microcefalia, além de outras dúvidas clínicas. O esclarecimento pelo 0800 ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, pela central Telessaúde, que integra o Programa Telessaúde Brasil Redes do Ministério da Saúde.

    MITOS E VERDADES SOBRE O MOSQUITO AEDES AEGYPTI E ARBOVIROSES

    Citronela, andiroba e óleo de cravo: estes produtos funcionam para afastar o mosquito Aedes aegypti?

    Essas alternativas não são totalmente ineficazes, mas elas não garantem o resultado que as pessoas esperam com relação ao Aedes aegypti. O indicado é observar o que o Ministério da Saúde recomenda: tirar 10 minutos do tempo de cada um, e o próprio cidadão inspecionar a sua casa, verificar se não há nenhum depósito com a água parada, depósitos expostos à chuva ou qualquer objeto que possa acumular água.

    O mosquito Aedes Aegypti só pica de dia?

    Aedes aegypti tem hábitos diurnos, no interior da residência ele pode ser encontrado, preferencialmente, em locais sombreados e escuros, como por exemplo, atrás da geladeira, atrás das cortinas, atrás do guarda-roupa. O Aedes pode se alimentar de sangue humano durante o dia inteiro. O cidadão deve arejar a casa, abrir as janelas, ventilar o ambiente, pois o inseto tem fotofobia - aversão à luz -. Assim, recomenda-se manter a casa diariamente arejada e clareada. Mas, atenção: se existir algum espécime do vetor dentro de casa, em que o morador passe o dia inteiro fora e inexistir fonte de alimentação, pode ocorrer do Aedes aegypti picar no período da noite. Ele é um mosquito inteiramente adaptado e adaptável ao meio urbano. Comumente, ele pica durante o dia, mas dependendo da necessidade e do ambiente, ele pode picar a noite também.

    O mosquito Aedes Aegypti já nasce infectado pelas doenças que transmite?

    O mosquito pode apresentar partículas virais, no entanto, a carga não é suficiente para infectar outras pessoas. Ele se infecta ao picar um ser humano em seu período de viremia, em que o paciente apresenta os primeiros sintomas, e geralmente dura uma semana.

    O mosquito Aedes Aegypti  se reproduz apenas em água limpa?

    Isso é um mito! Nos últimos 20 anos vem ocorrendo um processo de adaptação biológica no vetor. Hoje, com os altos índices de infestação, a probabilidade da adaptação é alta. Atualmente já encontramos Aedes em fossas, cisternas, boca de lobo, ou seja, depósitos que antes não eram explorados pelo mosquito vêm sendo utilizado para postura dos ovos. É possível encontrar o Aedes aegypti na água suja sim.

    O mosquito Aedes Aegypti pode transmitir o vírus HIV?

    Não. Até o presente momento o Aedes aegypti transmite, comprovadamente, dengue, febre amarela urbana, Zika e chikungunya.

    O mosquito Aedes Aegypti pica em áreas da zona rural?

    Não há registro de grandes infestações ou infestação considerável de Aedes aegypti em área rural neste local há outro Aedes, o Aedes albopictus.

    Recomendações gerais para viajantes no combate ao aedes aegypti

    Independente do destino ou motivo da viagem é importante que o viajante adote medidas para reforçar a proteção contra o mosquito Aedes aegypti, como utilizar repelentes, manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida etc.

    No caso de viagens, as recomendações para prevenir as doenças causadas pelo mosquito da dengue (aedes aegypti) são essas:

    • Ao chegar ao seu local de hospedagem (hotel, pousada, albergue e outros), verifique cuidadosamente se há algum criadouro do mosquito e elimine-o;
    • O risco de infecção por dengue, Chikungunya e vírus Zika podem ser reduzidos, se forem evitadas as picadas.
    • Hospede-se em locais que disponham de telas de proteção nas portas e janelas, especialmente se estiver longe das capitais, ou leve o mosquiteiro/cortinado como alternativa;
    • Em passeios eco turísticos, utilize roupas que protejam o corpo contra picadas de insetos e carrapatos, como camisas de mangas compridas, calças, meias e sapatos fechados;
    • Aplique repelente nas áreas expostas da pele, seguindo a orientação do fabricante;
    • Pessoas infectadas com os vírus Zika, chikungunya ou dengue são o reservatório de infecção para outras pessoas, tanto em casa como na comunidade. Portanto, a pessoa doente, deve seguir as medidas de proteção, evitando a propagação da doença.

    No caso das gestantes, o Ministério da Saúde recomenda que elas façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nesta fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. É importante reforçar que, em qualquer situação, as gestantes precisam consultar seu médico antes de viajar e que é necessário um cuidado especial em viagens. Medidas de prevenção pessoal para gestantes e mulheres em idade fértil com possibilidade de engravidar:

    • Evite ambientes com presença de mosquitos, sem as medidas de proteção recomendadas;
    • Sempre que possível utilize roupas que protejam a maior parte possível da superfície da pele;
    • Os repelentes à base de DEET, icaridin, ou picaridin e IR 3535ou EBAAP, são considerados seguros para uso durante a gestação;
    • Se houver qualquer alteração no seu estado de saúde, comunique o fato aos profissionais de saúde para acompanhamento da gestação;
    • Antes de fechar a casa para viajar, verifique cuidadosamente se há algum criadouro do mosquito e elimine-o.
    • Pessoas infectadas com os vírus Zika, Chikungunya ou Dengue são o reservatório de infecção para outras pessoas, tanto em casa como na comunidade. Portanto, a pessoa doente, deve seguir as medidas de proteção acima citadas. Evitando a propagação da doença.
    • Fonte: Ministério da Saúde
    • Disponível em: https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/combate-ao-aedes
    registrado em: 

    quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

    prefeitura de Mossoró está em estado de alerta em relação ao mosquito Aedes Aegypti

        Fotos: José Anatalício 
    Da Esq. p/dir: Maria da Saudade-Secret. da Saúde; Adriano Gledson-Coord. dos Agentes de Endemias, Teresa Cristina-Educadora Em Saúde e Iranilde Campos-Diretora do Depto de Vigilância Em Saúde.





    Por José Anatalício

    A Prefeitura Municipal de Mossoró-RN, através da Secretaria de Saúde e Depto de Vigilância Sanitária está se preparando para enfrentar uma possível epidemia das arbovirores ( doenças transmitidas  pelo vetor Aedes Aegypti), que teima em causar estragos na saúde pública.

    Pelo protocolo do Ministério da Saúde, um município só está seguro em relação a este mosquito, quando o IIP-Índice de Infestação Predial está igual ou menor que 1%, ou seja, em cada 100(cem) imóveis pesquisados, em apenas em 01(um) deve ser achado focos do mosquito Aedes Aegypti, situação bem diferente da realidade que atualmente acontece em Mossoró.

    Este índice está na faixa dos 4%, muito preocupante, diante desta situação, foi formado o Comitê Executivo das Arboviroses, que já traçou um plano de  enfrentamento mais efetivo e equilibrado, propiciando assim amplas condições de neutralizar a ameaça que paira sobre nossa cidade.

    Este comitê fez sua primeira reunião no dia 30/01/2020, na Estação das Artes, primeiramente foram chamados os profissionais da saúde, para que estes sejam sensibilizados e possam influenciar nos seu ambientes de trabalho, nas UBS, nas clínicas, nos hospitais públicos e privados, etc.

    A Secretária da Saúde, Maria da Saudade, afirmou que esta luta é de todos nós, que se nos unirmos, teremos grandes chances de evitar o pior. A Prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, que estava em Natal em viagem oficial, gravou um vídeo que foi exibido, convocando todos os servidores e população a se uniram para combater este inimigo comum de todos munícipes. As palavras foram de agradecimento, incentivo e confiança na equipe que ela tem e no apoio que virá de muitos parceiros.

    Teresa Cristina fez a apresentação dos dados sobre a infestação do mosquito nas residências de Mossoró, onde foram mostradas duas informações  preocupantes: a primeira é que 70%(setenta por cento) dos bairros oficiais correm o risco de ter epidemia das arboviroses, e a segunda, mais grave, evidencia que 92%( noventa e dois por cento) dos focos encontrados estão dentro das residências. Pior ainda, é que estes focos estão em depósitos que ficam no solo, ou seja, em locais bem visíveis, tais como: em tonéis, baldes, cisternas, tanquinhos em banheiros, caixa d’água descoberta, lixo no quintal, vasilhas para água de animais, gelágua, bandeja de geladeira, vasos de plantas, etc. Bastaria um pouco mais de conscientização da população que se evitaria a proliferação deste vetor.   

    A Prefeitura de Mossoró não quer enfrentar esta luta sozinha, por isso convidou entidades que podem ser parceiras, muitas atenderam este chamamento pela cidadania, e se fizeram presentes, entre elas: o Tiro de Guerra, a CAERN, o Hospital Wilson Rosado, a Secret. de Serviços Urbanos, a Secret.de Defesa Civil, etc.  

    Por sua vez, a Diretora do Depto. de Vigilância Em Saúde - Iranilde Campos, reconheceu que a situação requer muita atenção e trabalho redobrado, mas ela se mostra otimista, porque ao longos dos  três que está à frente do referido departamento,  vem conseguindo avanços significativos, graças ao trabalho em equipe e apoio de parcerias. Ela citou que quando assumiu este departamento, o índice de infestação estava altíssimo, mas devidos aos grandes esforços empreendidos reduziu significativamente. Para ela, todos devem vestir  a camisa do combate ao mosquito Aedes Aegypti.

    Ninguém deve ficar de fora, por isso conclamou que ONGs, igrejas, órgãos públicos, entidades e empresas privadas, profissionais da saúde, servidores públicos, cidadãos e cidadãs se engajem nesta batalha que não é somente da secretária da saúde, mas é toda a população, pois o mosquito não escolhe a quem causar doenças ou até matar.

    Concluiu acreditando que desafios aparecem para ser vencidos,  e a Equipe da Vigilância Em Saúde está preparada para vencer mais esta luta.


    José Anatalício do Nascimento

    Servidor Público Municipal- Área da Saúde
    Graduado Administração de Empresas - UERN
    Coord. do Projeto Impacto Dengue
    Coord. da Biblioteca Comunitária “Rei Salomão”
    Presidente da ONG ACPT- Associação Cidadania Para Todos
    Fotógrafo Amador
    Analista Político

    “Acima de tudo um cidadão que luta por um país melhor”.